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terça-feira, 27 de maio de 2014

AMARGO CÁLICE



                                                                           



                                                               AMARGO CÁLICE             

Sonhando caminha sua alma noite e dia
Como se de sonhos pudesse vir o sustento,
Manuseando o lápis, o coração e a branca folha,
Encontrando assim um único e breve alento.

O ar que respira torna-se muito pouco
E de encontro ao nada, envolve-se nas trevas,
Falta-lhe imaginação, sentimento e verdade.
Sem luta, dá-se ao abismo que a vida à leva.

Nega-se a acreditar no amor
Embora a esperança a obrigasse a sonhar,
E hoje, frustrada somente a sombra a alcança.

O seu destino não a ensinou lutar.
Brindando ergue o seu amargo cálice
E brinda a dor de não ter aprendido amar.



2 comentários:

  1. E quantos estão por aí vivendo amargos momentos de dor por não ter aprendido a amar.
    Mas creio que esta seja uma coisa que muitas vezes depende única e exclusivamente de cada um de nós...
    \um abraço e excelente domingo!

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  2. Oi, amiga querida, Van-Ivany Fulini Sveersuti !
    Que poema maravilhoso !
    Há que se erguer uma doce bebida, para brindar
    tamanha inspiração.
    Parabéns, e um carinhoso abraço.
    Sinval.

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